Na semana passada o governo brasileiro fez uma emissão de títulos no exterior. Apesar de, atualmente, apenas 3% da dívida do governo brasileiro ser externa, ou seja, denominada em dólares, essa operação foi um importante termômetro para checar como anda o apetite dos grandes investidores estrangeiros com o Brasil. O resultado? O Brasil está com tudo lá fora.

Aproveitando o bom momento da recuperação da economia brasileira (veja como isso está de fato acontecendo nesse e nesse post) e com ampla liquidez internacional, o governo decidiu acessar os mercados internacionais.

O objetivo desta emissão foi trocar os títulos que já existiam no mercado externo, os chamados Globals, os quais pagam juros anuais fixos. Como alguns deles estavam com uma taxa muito elevada, pois foram emitidos em momentos nos quais o investidor estrangeiro estava muito mais avesso a Brasil, o Tesouro aproveitou o bom momento atual para substituí-los por títulos com uma taxa menor. A elevada demanda por esses títulos confirma o interesse do investidor estrangeiro por investir no Brasil.

O novo título, o Global 2028, pagará uma taxa de 4,65%a.a. Para se ter uma ideia do quão barata e vantajosa foi a oferta, o título Global 2024 pagava uma taxa próxima de 8%. Uma redução de mais de 40% para um título com vencimento 4 anos mais longo.

Isso significa que os investidores externos aceitam emprestar dinheiro por mais tempo e cobrando juros menores do Brasil.

Esse momento não se reflete apenas nos ativos de renda fixa, mas também no investimento em ações. Na última terça-feira, o Ibovespa subiu 3,23%, superando o recorde das últimas semanas. O apetite por ativos brasileiro está muito forte, o que é um indício que existe um grande potencial da valorização das empresas listadas na BM&FBovespa. O investidor externo está cada vez mais convicto da retomada da economia brasileira.

A bolsa tem muito a ganhar com essa mudança da percepção que o estrangeiro possui sobre o Brasil. Num mundo onde as taxas de juros ainda permanecem entre 0% e 1%, o apetite por risco ao redor do mundo continua voraz, e o Brasil certamente entrou no cardápio desses investidores, ávidos por retornos mais altos.

A economia brasileira está passando por um grande ponto de inflexão, o risco do país está caindo rapidamente, confirmado pela emissão da semana passada, a bolsa está se valorizando e quebrando seus recordes, enquanto a taxa de juros ruma ao mínimo. E você também está se posicionando para tirar proveito desse novo momento da nossa economia?

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