Saber o que é uma classe de ativos é um pilar básico para construir o conhecimento sobre como investir melhor. Como veremos a seguir, o conceito de classe de ativos é bastante simples, mas pode causar confusão nos investidores, que na maior parte das vezes confundem a classe de ativos com os seus componentes.

Uma classe de ativos é formada por um grupo de bens/recursos (sejam eles ativos reais ou valores mobiliários) que possuem algumas características semelhantes e são reguladas por um mesmo alicerce legal. Geralmente, existem subdivisões dentro de uma mesma classe.

Por que é importante conhecer as classes de ativos?

Investimentos são feitos para atingir objetivos específicos: seja formar a poupança para aposentadoria, seja satisfazer uma necessidade de curto prazo. Sendo assim, é fundamental conhecer as classes de ativos e suas características, para que seja possível escolher o investimento capaz de ajudar a atingir a meta desejada.

Renda Fixa

São títulos que pagam, em períodos definidos, certa remuneração ao investidor, que pode ser determinada no momento de aplicação (títulos pré-fixados) ou no momento do seu vencimento (títulos pós-fixados). Via de regra, no momento da emissão do título é estabelecido o prazo do seu vencimento.

Na prática, podemos entender o título de renda fixa como um empréstimo no qual o investidor (aquele que adquire o título) faz ao emissor (que toma os recursos emprestados).

Os títulos de renda fixa podem ser emitidos tanto por entidades privadas como empresas e bancos (LCI, LCA, CDB’s e Debêntures, por exemplo) ou também pelo governo (títulos públicos).

Renda Variável – Ações

Ações são valores mobiliários emitidos por sociedades anônimas e representam uma fração do seu capital social. Em outras palavras, são títulos de propriedade que conferem a seus detentores (investidores) a participação na sociedade da empresa.

O acionista troca seu dinheiro por um pedaço do capital da empresa. Esses ativos são negociados no mercado secundário, conhecido como “Bolsa”.

Ações costumam apresentar volatilidade bem superior à média dos títulos de renda fixa, fazendo com que o investidor veja seu patrimônio variar. No entanto, trata-se apenas de uma variação no preço, e não no valor intrínseco do ativo. Para o investidor que visa acumular poupança no longo prazo, as ações compõe a classe de ativos que possui a melhor relação risco/retorno/liquidez

Imóveis

Imóveis compõe uma classe de ativos sim, afinal de contas um imóvel pode ser uma aplicação financeira. Comprar para morar ou alugar, é uma prática muito comum no Brasil.

Quem nunca ouviu um parente ou amigo dizer: “aplique o dinheiro em imóveis porque é um dos melhores investimentos”.

Além de poder garantir uma renda de aluguel, é possível deixar uma casa ou um apartamento como herança. Foi assim que, ao longo do tempo, o investimento em imóveis se tornou uma das modalidades de investimentos mais queridas pelos brasileiros. De fato, é uma aplicação relativamente segura, mas a baixa liquidez é o grande prejudicial.

Não é de uma hora para outra que você consegue vender ou comprar um imóvel. Ele também não é divisível em partes que você pode vender de forma separada, para ter acesso a uma fração de seu valor. É impossível vender apenas um banheiro… Só a casa toda.

Comprar imóveis como investimento está enraizado no senso comum do cidadão brasileiro, porém, existe outra forma de investir nessa classe de ativo com muito mais liquidez: adquirindo cotas de fundos imobiliários.

Esses fundos adquirem imóveis para renda e, como as ações, são negociados em bolsa de valores

Moedas Estrangeiras

A classe de ativo de maior liquidez possível é composta por moedas. Afinal de contas o investidor pode não investir em nada e segurar o dinheiro vivo em mãos. Porém, estará perdendo valor se a moeda em mãos for o real, devido à inflação.

Caso o investidor queira máxima liquidez e também queira se proteger da inflação, poderá comprar uma moeda estrangeira como o dólar, por exemplo. Dado que a inflação americana é menos que a metade de brasileira (que está em níveis historicamente baixos), logo ele não sofrerá os efeitos inflacionários do Brasil.

O investidor estará exposto às variações do dólar contra o real. Caso o real se desvalorize, o investidor será beneficiado. Portanto, moeda estrangeira pode ser uma dupla defesa, contra a inflação e a desvalorização do real.

O fato de ser muito fácil transformar dólares em reais novamente, faz com que o mercado de moedas seja um dos mais líquidos no mundo.

Entretanto, o real pode se valorizar frente ao dólar e o investidor sair no prejuízo. O investimento em moedas pode ser incerto devido às variáveis políticas e econômicas que influenciam o tempo todo o preço das moedas. É preciso estar atento e acompanhar os cenários.

Derivativos

O derivativo é um valor mobiliário que deriva (por isso o nome) de outro ativo. Na prática, o valor dos derivativos vai depender do valor do ativo de referência.

Exemplo:
O mercado futuro de soja é uma modalidade de derivativo, cujo preço decorre dos negócios realizados no mercado à vista. Assim também se comportam os contratos futuros de café, milho, suco de laranja etc.

Entre os derivativos financeiros, podemos destacar os contratos futuros de juros (DIs) e contratos futuros de dólar.

 

Agora pare e pense:

Qual é a sua meta? E qual será a sua estratégia de investimento?

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