Esta é a segunda e última parte de um artigo especialmente criado para ajudá-lo a entender o momento vivido no Brasil. Antes de começar, leia a primeira parte, nele falamos sobre a evolução da bolsa de valores, a queda da taxa de juros(Selic) e da inflação(IPCA) e também sobre o início da retomada de crescimento do emprego e da produção industrial. Vamos finalizar o assunto com mais cinco gráficos.

6. Atividade – PIB e seu irmão IBC-BR

Os próximos 3 gráficos nos mostram que já saímos de fato da recessão. Mas cuidado o primeiro é só para quem tem estômago forte, ele mostra o tamanho do estrago que a crise fez na nossa economia.

O próximo gráfico é um zoom do finalzinho do primeiro, mostrando que estamos realmente subindo trimestre após trimestre, ou seja, tchau crise.

Vale lembrar que o PIB é trimestral, ou seja, ele é calculado a cada 3 meses, demora pra sair. Podemos acompanhar a recuperação da atividade olhando o IBC-Br que é um “pibinho” do Banco Central, calculado para capturar ao máximo as informações do PIB, ele é mensal, nos mostrando permitindo acompanhar mais de perto a situação da economia.

Pelo IBC-Br, a mesma paisagem que a foto do PIB nos traz, a recuperação já começou no começo desse ano e continua ganhando força:

7. Dólar – Após a máxima histórica em níveis mais civilizados

No auge da crise, em 2015, o dólar chegou a inacreditáveis R$4,27. Existia embutido nesse preço um risco enorme de que o Brasil estava indo, inexoravelmente, em direção ao brejo. Mas com a troca de governo e as reformas que começaram a surtir efeitos e uma balança comercial muito forte (estamos exportando mais e importando menos), o dólar desceu rapidamente para o nível de R$3,10, patamar no qual vem orbitando nos últimos meses. É possível que a taxa de câmbio se aprecie ainda mais caso a Reforma da Previdência seja aprovada.

8. CDS – O prêmio de risco (o risco de um calote por parte do Tesouro Nacional)

O credit default swap (CDS) é um instrumento financeiro utilizado para fazer um seguro contra a possibilidade de um país dar calote em suas obrigações financeiras. Um investidor compra um CDS quanto está com receio que um determinado país (ou empresa) possa dar calote em sua dívida. Quanto maior o número de pontos do CDS, maior o risco.

Em 2015 o Brasil chegou a sua máxima histórica, encostando nos 500 pontos (em virtude de todos os problema que explicamos). Hoje estamos em um patamar bem mais confortável, próximo dos 200 pontos. Uma queda de 60% no nosso risco. Um risco baixo significa que os investidores se sentem mais confortáveis com a situação do país e acabam decidindo por investir por aqui.

9. Serviços e Comércio – A economia do dia-a-dia sentindo a retomada

A retomada da economia não fica restrita a indicadores financeiros e industriais. Além da inflação que sentimos todos os dias no bolso, o setor de comércio e serviços os quais utilizamos todos os dias, desde comprando um produto qualquer ou cortando o cabelo, também já estão sentindo a recuperação da economia.

10. Vendas no varejo e consumo – A recuperação chegou pra valer

Por último e não menos importante nessa jornada visual pela melhora da economia brasileira, vamos ver as coisas do ponto de vista do consumidor. Primeiro podemos ver como tem sido o consumo no varejo, que só agora voltou a crescer quando comparado com o mesmo período do ano passado, a liberação das contas inativas do FGTS deram um boost nessa recuperação.

Além das vendas no varejo podemos olhar a confiança do consumidor, que também vem mostrando que a recuperação realmente chegou.

Como já falamos na primeira parte do texto, apesar de os dados mostrarem que estamos realmente fora da recessão, ainda estamos bem distante de recuperarmos o padrão de consumo e investimento que tínhamos em 2014. Segundo dados do FMI, só voltaremos a esses níveis pré-crise em 2022. Mas caso a tendência de recuperação continue forte, provavelmente chegaremos lá antes.

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